Sobre mudanças, planos e escolhas: Faculdade, aqui vou eu!
sexta-feira, janeiro 15, 2016
Passei boa parte do Ensino Médio angustiada por não saber qual rumo tomar quando recebesse finalmente meu diploma. E para mim ter que escolher a profissão, fazer vestibular e matricular-se em uma faculdade sempre pareceu algo muito distante. Só que o tempo passou muito rápido. Sério, ainda não caiu a ficha de que não vou mais frequentar as aulas de matemática que amava tanto (não). Aliás, o principal ponto positivo de poder assumir controle total sobre a minha vida a partir de agora é a possibilidade de escolher estudar aquilo que amo. E, no caso, falo da área de comunicação.
Encontre o que você ama.
Liberte-se de preconceitos e explore todas as possibilidades.
Não preciso nem falar que essa mentalidade é totalmente sem noção, né? Graças a Deus eu acordei dessa ilusão tosca. Conseguem imaginar perder anos e anos estudando algo que não gosto? Só comecei a mudar essa postura quando percebi que seria um erro gigante seguir pelo caminho "mais fácil" do dinheiro. Na verdade, não é nem um pouco fácil já que envolve muito estudo para 1) conseguir uma aprovação e 2) ser bem sucedido. Não basta só um diploma em Medicina, tem que ter a sensibilidade e a dedicação.
Bem, esse texto tem uma finalidade. Não é só um desabafo. É para ajudar quem está perdido no momento, não sabe que escolha fazer ou qual o próximo passo a tomar depois do Ensino Médio.
Faça planos.
Faça planos.
Eu sou uma pessoa que gosta de planejar, fazer planos mentais para a minha vida e colocar tudo no papel. Isso me ajuda a focar. E foco é uma coisa bem difícil hoje em dia. Tem muita coisa nova acontecendo a todo momento: são sonhos novos todos os dias, porque o mundo oferece uma infinidade de opções incríveis. Às vezes fica difícil saber que caminho seguir, e aí vem aquele sentimento de estar vagando sem rumo. Eu me senti assim várias vezes durante o Ensino Médio e ficava pensando: droga, essa porcaria é que é ser adolescente?
Não cobre tanto de si mesmo.
As cobranças nessa época para tomar uma decisão vêm de todos os lados. Da família, da escola e até dos amigos (porque quando seus colegas começam a delinear o futuro deles e você continua sem a mínima ideia do que fazer o desespero bate!).
Procure conversar sobre suas inseguranças com outras pessoas.
Comecei a frequentar uma psicóloga para tentar me livrar de todas essas inseguranças. Mas, já aviso, não adianta confiar esse tipo de decisão a um estranho que está sendo pago para te ouvir. Mesmo assim, procurar auxílio me ajudou muito porque assim recebia sempre uma terceira opinião, despida dos meus preconceitos e dos da minha família. Além disso, um profissional dessa área provavelmente já passou pelas mesmas situações que você ou já teve pacientes que experienciaram isso.
Eu comecei a criar algo dentro de mim que era, até então, inexistente: autonomia e independência. Comecei a ver que não ia poder continuar à sombra da minha família (por mais que eu quisesse) para sempre. Aí a primeira coisa que fiz foi explorar todas as possibilidades, e o primeiro passo foi conversar com uma psicóloga.
Encontre uma motivação.
Daqui a um mês estarei me mudando para Porto Alegre, onde vou dividir apartamento com uma amiga e frequentar a faculdade dos meus sonhos (Escola Superior de Publicidade e Marketing, CONHEÇAM, SE APAIXONEM E AMEM). Eu vivo em Caxias do Sul, uma cidade do interior que, apesar de grande, não se compara ao ritmo da capital do estado.
Quem me conhece sabe que só comecei a andar sozinha, sem a companhia de um adulto, recentemente (isso que moro a duas quadras do Colégio que eu frequentava). Costumavam me chamar de "menina bolha"e eu assumi esse título tranquilamente por muito tempo (até o início do terceiro ano, para ser mais exata). Eu não tinha pressa pra crescer e começar a assumir as minhas responsabilidades. Mas esse sentimento de querer fazer as coisas acontecerem para mim me trouxe de volta para a realidade.
Cada um possui seu tempo.
Só sei que tudo tem seu tempo. Um ano parecia muito pouco para tomar decisões tão grandes na minha vida (mudar de cidade ou não? Publicidade ou outro curso?). Todos, eventualmente, encontram o fio da meada, assumem as rédeas do próprio destino. O meu impulso para encontrar isso foi a necessidade de conhecer a mim mesma, de poder me tornar uma pessoa autônoma e determinada. Encontrei tudo isso no curso que escolhi, na cidade em que irei morar, e nos planos que já fiz para os próximos anos.
Pode ser que eu mude de curso - quem sabe? Escolher a profissão é como dar um tiro no escuro. Não tem como esperar que acertemos o alvo de primeira, porque temos tão pouca experiência de vida. Até eu, que tenho problemas de ansiedade extrema, já aceitei que posso perder 1 ou 2 anos da minha vida até encontrar aquilo que fará meu coração bater mais rápido. Parece que estou falando do amor da minha vida, mas tô falando da profissão mesmo... É assim que ela tem que fazer você se sentir.
Não cobre tanto de si mesmo.
As cobranças nessa época para tomar uma decisão vêm de todos os lados. Da família, da escola e até dos amigos (porque quando seus colegas começam a delinear o futuro deles e você continua sem a mínima ideia do que fazer o desespero bate!).
Procure conversar sobre suas inseguranças com outras pessoas.
Comecei a frequentar uma psicóloga para tentar me livrar de todas essas inseguranças. Mas, já aviso, não adianta confiar esse tipo de decisão a um estranho que está sendo pago para te ouvir. Mesmo assim, procurar auxílio me ajudou muito porque assim recebia sempre uma terceira opinião, despida dos meus preconceitos e dos da minha família. Além disso, um profissional dessa área provavelmente já passou pelas mesmas situações que você ou já teve pacientes que experienciaram isso.
Eu comecei a criar algo dentro de mim que era, até então, inexistente: autonomia e independência. Comecei a ver que não ia poder continuar à sombra da minha família (por mais que eu quisesse) para sempre. Aí a primeira coisa que fiz foi explorar todas as possibilidades, e o primeiro passo foi conversar com uma psicóloga.
Encontre uma motivação.
Daqui a um mês estarei me mudando para Porto Alegre, onde vou dividir apartamento com uma amiga e frequentar a faculdade dos meus sonhos (Escola Superior de Publicidade e Marketing, CONHEÇAM, SE APAIXONEM E AMEM). Eu vivo em Caxias do Sul, uma cidade do interior que, apesar de grande, não se compara ao ritmo da capital do estado.
Quem me conhece sabe que só comecei a andar sozinha, sem a companhia de um adulto, recentemente (isso que moro a duas quadras do Colégio que eu frequentava). Costumavam me chamar de "menina bolha"e eu assumi esse título tranquilamente por muito tempo (até o início do terceiro ano, para ser mais exata). Eu não tinha pressa pra crescer e começar a assumir as minhas responsabilidades. Mas esse sentimento de querer fazer as coisas acontecerem para mim me trouxe de volta para a realidade.
Cada um possui seu tempo.
Só sei que tudo tem seu tempo. Um ano parecia muito pouco para tomar decisões tão grandes na minha vida (mudar de cidade ou não? Publicidade ou outro curso?). Todos, eventualmente, encontram o fio da meada, assumem as rédeas do próprio destino. O meu impulso para encontrar isso foi a necessidade de conhecer a mim mesma, de poder me tornar uma pessoa autônoma e determinada. Encontrei tudo isso no curso que escolhi, na cidade em que irei morar, e nos planos que já fiz para os próximos anos.
Pode ser que eu mude de curso - quem sabe? Escolher a profissão é como dar um tiro no escuro. Não tem como esperar que acertemos o alvo de primeira, porque temos tão pouca experiência de vida. Até eu, que tenho problemas de ansiedade extrema, já aceitei que posso perder 1 ou 2 anos da minha vida até encontrar aquilo que fará meu coração bater mais rápido. Parece que estou falando do amor da minha vida, mas tô falando da profissão mesmo... É assim que ela tem que fazer você se sentir.


8 Opiniões
"Gratidão" é o que sentir ao ler esse texto. Você tratou de um assunto que para muitos depois de sair do Médio é difícil de falar, e você possui um calma e serinadade. Parabéns Vic, me identifiquei com o texto pois acabo também de sair do Médio e fiquei perdida pois infelizmente não passei na UnB - Universidade de Brasília - ou em outras faculdades aqui de Brasília. "Mas o que fazer quando somente Brasília tem como ótima instituição de ensino a UnB e se fizer outra faculdade praticamente perderás anos da sua vida em um curso com menor qualidade?" Pois é Vic, o preconceito com cursos e faculdades ainda prevalece, e em Brasília isso é em peso. "Escolher o curso que lhe dê dinheiro", ah, essa frase eu carrego desde a infância e foi por causa dela que tive medo de estudar pelo que amo: Psicologia. Detalhe: vou ter de fazer cursinho para o vestibular do meio do ano, porque não escolhi o que amava e muito menos deixei o medo de lado. Enfim Vic, se ainda está pensando que se mudar para Porto Alegre por causa do curso que ama, por favor não se arrependa, vai por mim, dói muito mais saber que anos de estudos foram desaproveitados por simplesmente escolher cursos que "dêem dinheiro" ou por se deixar levar de que "Psicologia não é um bom curso, escolhe outro". Não ter passado na UnB foi a consequência por eu ter sentido medo de me arriscar, medo de deixar de sair da minha zona de conforto. Enfim, caso leia este comentário, se sinta abraçada e não deixe nunca de arriscar ou ser quem realmente és e fazer o que gosta, isso te levou e levará além. O que aprendi com seu texto? Que sempre devo fazer o bem, inclusiva para mim msm às vezes. Obrigada Victoria, por esse texto incrível. Parabéns. ✨
ResponderExcluirQuase CHORANDO com esse comentário, sério! Eu pensei que ninguém ia ler! Até escrevi para mim mesma, para ler daqui uns anos e lembrar de tudo isso.
ExcluirEu não sei nada sobre a vida mas eu tenho CERTEZA, do fundo do meu coração, que quando tu tem paixão pela profissão o sucesso, o reconhecimento e o dinheiro são só consequências desse amor pelo que se faz.
AINDA BEM que tu decidiu seguir o que tu ama!! E psicologia é uma área maravilhosa. Eu também já tinha cogitado fazer psicologia há uns anos.
Eu vivo numa cidade do interior e aqui também tem muito preconceito com os cursos que não são tradicionais. Aqui em casa foi tudo muito difícil nessa fase, mas tudo acabou se ajeitando com o tempo.
Tô torcendo por ti! E eu sei que vai dar tudo certo!! ♡♡♡
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirQue as outras faculdades me desculpem, mas ser da ESPM É SENSACIONAL!!!!! Nunca me identifiquei tanto com um texto como o seu (tirando o fato de que no meu caso, era Direito e não Medicina). Hoje cursando o segundo período de Publicidade na ESPM (Rio) eu posso dizer que eu me encontrei, eu estou amando e torço muito para que você ame tanto quanto eu.
ResponderExcluirÉ super assustador o início, e eu era exatamente igual a você "menina bolha" que cresceu debaixo da saia dos pais, se afastar disso foi muito difícil, mas a gente conseguiu, olhe aí.
Enfim, eu te desejo muita sorte, muito sucesso e que você seja muito feliz. Parabéns pelo texto, impossível descrever o quanto eu concordei com ele!!!!! ❤️
Um beijo, Bella. (ummundoemduas.com.br)
Bella, só vi teu comentário hoje! Muito bom ler isso! ❤️ E é muito confortante saber que tem mais gente que era igualzinha a mim (: Tô super feliz na ESPM, é incrível!
ExcluirBeijo!
Bah. Vic amei teu texto. Eu tenho 29 anos e ainda sou uma menina bolha. Todas escolhas foram fáceis até hoje. Na adolescência tinha ansiedade e acho que fiz um bom caminho profissional. Mas hoje sinto q ta na hora de empreender e me deparei com teu texto. Gratidão por essas palavras,por me fazer voltar na memória ao frescor da adolescência onde as escolhas são possíveis. Sempre são possíveis. Abração
ResponderExcluirOi, Fer! Que comentário lindo ❤️ Empreender é maravilhoso! Te desejo toda a sorte do mundo (: Beijo!
ExcluirVic, admiro muito você! e depois desse texto e dos outros fiquei ainda mais! Eu me enquadro agora em exatamente tudo o que você passou nesse texto, terminei o ensino médio ano passado e tentei esse ano pra engenharia civil duas vezes mas não consegui :( as vezes eu penso que isso é um sinal porque na verdade eu sempre fui mais interessada na área de comunicação assim como você, apesar de gostar de engenharia também, porém eu sempre fico me auto questionando se é mais interesse financeiro do que profissionl e eu odeio isso, juntando ainda com as sensações de insegurança e medo de opiniões alheias...
ResponderExcluirSó tenho a agradecer por esses textos motivadores que você não tem noção do quanto me identifiquei, ainda me sinto insegura em relação a isso mas sua história me fez repensar em ir atras da minha profissão dos sonhos sem medo de tentar!
OBRIGADA OBRIGADA MIL VEZES OBRIGADA! te acompanho já faz uns anos pelo instagram e não esqueço de quando acessei seu blog pela primeira vez e chorei com sua história da taylor swift (SÉRIO), você é demais e só desejo mares de felicidade e amor na sua vida pessoal e profissonal!
Um beijo enorme!
Aline